Tenho sonhos que me fogem do alcance.
São sonhos impossíveis pra esta vida...
Inalcansáveis agora e depois.
São simples, comuns...
Mas distantes da minha realidade.
O meu querer é apartado do meu poder pelo litigio que Deus impôs...
Se quero não posso, não tenho... não consigo.
Mas e daí?!
Como faço?!
Me resta aceitar calado, quieto e conformado?!
Ou continuo lutando comigo mesmo, "correndo atrás da cola", almejando o impossível?!
Assumindo oportunidades, batalhando, querendo e querendo, aceitando o que me oferecem no intuito de atingir meus objetivos, acabo cansando.
Fico sempre entre a cruz e a espada! Sempre há escolhas pesadas!!!
Não sei mais como nem por onde ir...
Sei muito bem o que quero, mas nem imagino como conseguir, como conquistar! To triste!
Venho esmoecendo ao longo do caminho como se nada que eu fizesse fosse correto...
Como se tudo fosse insuficiente! cansei!

BOM MARIDO


Todos que me conhecem sabe o quanto sou gavola pelo meu companheirismo a minha mulher...
Pego parelho na lida doméstica! Cuido dos meninos tanto quanto ela, lavo, passo, cozinho e ainda faço bagunça com minha amada esposa na calada da noite.
Contudo, minha vida profissional tem me afastado muito dos afazeres domésticos.
Hoje por exemplo, depois de meses, assumi a bagunça da casa enquanto minha esposa foi pro trabalho...
Pois bem, apanhei feio dos lençois na hora de arrumar a cama...
Tomei uns tapas da louça do jantar, pois congelei os dedos de tanto frio que faz agora...
Mas a pior parte foi no varrer...
Fui nocauteado pela rinite que há tempos não me atacava!!!
Ainda to espirrando pra cac...!
Por fim, digo que estou até com saudade da minha sala minuscula, das cobranças do chefe e do desepero para alcançar as metas!!!


PS.: Tô anos luz de ser parecido com a ilustração acima! hehehehehe

Flamboyant



















"Por quantas noites eu me vi desencantar
Enquanto os palcos desabavam sobre mim
O meu amor então beijava o meu olhar
Dizia:"Vamos lá! Levanta e vai cantar!"


E eu me vestia e ela ia amamentar
Nosso menino era platéia e camarim
E dos seus seios parecia perguntar:
"Meu pai, o que é que há?
Me beija e vai cantar"


E eu sabia que tinha que ir
Pra amenizar toda a dor da cidade
E eu pousava nos pianos por aí
Tal qual um sabiá pousa num flamboyant
Por quantas vezes eu pedi a Deus de manhã
Deixar eu cantar pro Brasil
Abrir o portão, o leite e o pão
E o rabo do cão que diz não quando é sim


Meu amor já na porta de casa
Tendo ao colo o nosso Arlequim
Me dava a impressão de um samba de Tom Jobim


Até que um dia eu resolvi desencantar
E desabei por sobre os palcos do país
O meu amor ainda beija o meu olhar
E eu digo:"Vamos lá! Cantar pra quem chorar"


E eu peço a Deus para poder doar a luz
Que minha voz cumpra a missão de atenuar
Toda a armagura dessa terra de Jesus
E eu digo:"Vera Cruz, canta pra não chorar!"


E pros que cantam nos teus cabarés
Tenham orgulho desta profissão
Pousem nos galhos dos pianos, violões
E a voz é um colibri, nas flores das canções


E todo dia eu peço a Deus pela manhã:
"Conserva-me a simplicidade
Pra ter no portão o leite e o pão"
O rabo do cão que diz não quando é sim


Meu amor está na porta de casa
E o sorriso do meu Arlequim
E um céu de emoções e eu sou uma luz assim
A brilhar, a brilhar, a brilhar


Meu amor sempre à porta de casa
E o sorriso do meu Arlequim
Sou um samba-canção eterno de Tom Jobim
A cantar, a cantar, a cantar"
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